<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3918040288615230109</id><updated>2011-07-29T02:14:09.863+01:00</updated><title type='text'>MINAS DA PANASQUEIRA RIO - CABEÇO DO PIÃO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://carlosdelasheras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918040288615230109/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosdelasheras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos (Pepe) Las Heras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02275645984420523244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3918040288615230109.post-1234816548915150974</id><published>2010-08-05T18:14:00.002+01:00</published><updated>2010-08-05T18:17:56.813+01:00</updated><title type='text'>UM CONTO DA NOSSA TERRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ATÊNÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta história foi-me enviada pela Romana, esposa do Zeca Reis, tem como protagonistas pessoal das minas e é lá passada... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Partilho-a convosco...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejam se conhecem o autor...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;☺ Conto de adormecer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ao menino e ao borracho põe sempre Deus a mão por baixo”…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta, a história verídica de um menino que, a não ter a mão divina a ampará-lo no momento preciso, talvez hoje não pudesse narrá-la na primeira pessoa com todo o rigor do pormenor, como narrou, porém sem grandes laivos de dramatismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há sessenta anos, os garotos não requeriam a vigilância paterna quase obsessiva de agora nas suas exteriorizações lúdicas que envolviam todo um diversificado rol de brincadeiras. Tudo era diferente porque tudo era mais puro e tranquilo. O afastamento de casa a que obrigavam o futebol com bolas que a paciência materna urdia de farrapos e meias de vidro, e o jogo secreto das escondidas, não constituía grandes preocupações e temores para quem contraía a suprema responsabilidade da progenitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, porém, tudo correu de forma diferente, com contornos latentes de dramaticidade.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um fim de tarde de verão. A criança que havia momentos integrava um pequeno grupo de diabretes, de rompante posto em debandada como nuvem de andorinhas que subitamente desaparece do nosso campo visual, viu-se só e, em lugar de regressar para junto da mãe, a dois passos dali, iniciou uma caminhada em direcção a casa da avó (os avós exerceram sempre nos netos enigmático fascínio de secretismos e cumplicidades…). A ingenuidade dos seus quatro anitos impediu-o, porém, da noção da lonjura, e São Martinho, concelho da Covilhã, ficava a largos quilómetros da Panasqueira. Quis aqui o destino que o instinto, essa faculdade fantástica e indecifrável da mente humana o levasse a caminhar sempre pela estrada, e isso lhe terá definitivamente preservado a vida. Se o discernimento ainda em embrião lhe conferisse já raciocínio, decerto que optaria por encurtar caminho, como faziam os mineiros que, a pé, regressavam às suas terras, todos os dias, vestidos de lama por fora e barrados de pó por dentro, após mais um turno de suor e angústias, calcando o mato áspero e a carqueja crespa da serrania. Então, aí, talvez que tudo tivesse culminado na tragédia que todos passariam a carregar, colada às suas vidas, como cão danado que fila a presa impiedosamente até à asfixia.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a sua determinação era tão vincada que, a dado momento, prestes a ser surpreendido na aventura, se atirou para a valeta da estrada ao aperceber-se da aproximação da camioneta dos empregados de escritório que regressavam a casa no final de mais um dia de trabalho. E seu pai viajava nela. E ele bem o sabia… &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sol escondera-se já e, com os pródromos da noite, o azul do céu progredia para tonalidades plúmbeas, anunciadoras do desabar da escuridão. Mas nada pesava ainda na consciência do garoto que, apostado na conquista de S. Martinho, prosseguia a sua marcha, decidido e confiante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lusco-fusco, entretanto, estendia já sombras intimidativas por toda a serra tomando progressivamente o pequeno caminhante de sensações estranhas, onde o desconforto de estar só o ia acordando para a realidade possível. Cada pinheiro ia ganhando formas de fantasma perfilado, oscilante e ameaçador, embalado pela brisa morna que a tarde deixara. Toda a massa telúrica se despedira já dos seus verdes e vestia agora um manto cinzento azulado lutuoso e inquietante. A Lua emergiu no horizonte e colara-se ao firmamento, mas era como se não estivesse lá. Na avareza do seu quarto minguante, nada iluminava e a ninguém protegia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivalma! Nenhum automóvel, nenhuma camioneta que, ao passar, pudesse suavizar a inquietação do isolamento. Como, se o trânsito rodoviário era, por esse tempo, tão escasso e espaçado?! Só o piar de um mocho, por perto, lúgubre e quase funéreo, era o único indício de vida numa natureza silenciada pelo dia moribundo que definhava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paralisado pelo medo que lhe encurtara o limite da resistência física, o menino – esses dois palmos de gente que lhe conferiam os quatro anitos da sua existência embrionária – experimentou, então, pela primeira vez, a sensação demolidora do pânico. E como a torrente do ribeiro que vence abruptamente os escolhos amontoados, a criança rebentou num choro convulsivo que o acorrentou ao macadame poeirento que a modernidade dos anos cinquenta em breve iria cobrir de asfalto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Para onde é que o menino vai?” O garoto estremeceu. Suspendeu a respiração e… Santo Deus! Era, junto a si, a voz de alguém que o nevoeiro denso das lágrimas impediu de ver aproximar, surgido da curva da estrada, onde um castanheiro secular embalava, dolente, ouriços prestes a parir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vou ter com a minha avó…” – articulou entre soluços. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mineiro, que o sobrolho carregado tornava mais velho, fixou o petiz e não demorou a entender tudo. Sem desviar o olhar daquele rostozinho aflito, ajeitou o capacete, encaixou a alça do gasómetro no ombro ainda dorido do martelo, montou a criança nas costas e seguiram ambos em silêncio, um silêncio espesso marcado apenas pelo ranger das botas enlameadas na sarrisca, rumo à Panasqueira, de onde o menino em hora má decidira partir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Largos minutos passados, o homem a quem a maldição da sua sorte designara uma vida triste e abreviada devolvia o ZEQUINHA aos pais que havia horas o procuravam por entre um esquadrão de gente a soçobrar de desânimo, descrente já no milagre do reencontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse homem que, como a toupeira aprendeu a ver o dia na escuridão das galerias, autómato da picareta e da pólvora a funcionar barato, ele a quem por sorte coube uma existência com horizontes de miséria a rimar com futuros de coisa nenhuma, escondia altruísmos e generosidades que a rudeza tornava ainda mais nobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado, Tonho de Cebola, pelo recado sublime que deixaste. Ignorado foi. Esquecido, também. Não importa. As atitudes mais edificantes de que o ser humano é capaz jamais requereram ovações fúteis e efémeras… O teu recado redobrou de grandeza se tiveres em conta a insignificância aparente da tua vida sem rumo que a desgraça elefantizou e a sociedade espezinha, estratificada há séculos na desigualdade que fere e humilha. Quantas vezes te não apeteceu, diz, pedir desculpa ao mundo pelo Zé-ninguém analfabeto e desafortunado que o destino fez de ti?! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta história navegou muitos anos o imaginário da infância de quem escreveu este texto, como conto de adormecer que o pai desfiou vezes sem conta arquitectando respostas engenhosas para perguntas a fervilharem de interrogações aflitivas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Pai, conta-me outra vez a HISTÓRIA do ZEQUINHA!». E o menino, vencido pelo sono povoado de inquietações e quimeras, adormecia… &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                                                          Fernando Serra&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3918040288615230109-1234816548915150974?l=carlosdelasheras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosdelasheras.blogspot.com/feeds/1234816548915150974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3918040288615230109&amp;postID=1234816548915150974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918040288615230109/posts/default/1234816548915150974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918040288615230109/posts/default/1234816548915150974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosdelasheras.blogspot.com/2010/08/um-conto-da-nossa-terra.html' title='UM CONTO DA NOSSA TERRA'/><author><name>Carlos (Pepe) Las Heras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02275645984420523244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3918040288615230109.post-6735635956350291961</id><published>2007-12-18T13:18:00.000Z</published><updated>2008-09-03T23:49:32.801+01:00</updated><title type='text'>ÁS GENTES DAS MINAS DA PANASQUEIRA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;A TODOS OS QUE VIVERAM NO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;"RIO" - "BARROCA GRANDE" - "PANASQUEIRA"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;ESTAS IMAGENS NÃO SÃO MAIS DO QUE UM PEQUENO CONTRIBUTO PARA RECORDAR OS DIAS FELIZES DA NOSSA INfÂNCIA.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;color:#ffff00;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o_Nt8jeOHJo/SL8UEJM4GFI/AAAAAAAAA_0/cuMRQnMK640/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241930552704505938" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_o_Nt8jeOHJo/SL8UEJM4GFI/AAAAAAAAA_0/cuMRQnMK640/s200/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3918040288615230109-6735635956350291961?l=carlosdelasheras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosdelasheras.blogspot.com/feeds/6735635956350291961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3918040288615230109&amp;postID=6735635956350291961' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918040288615230109/posts/default/6735635956350291961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918040288615230109/posts/default/6735635956350291961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosdelasheras.blogspot.com/2007/12/todos-os-que-viveram-no-rio-estas.html' title='ÁS GENTES DAS MINAS DA PANASQUEIRA'/><author><name>Carlos (Pepe) Las Heras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02275645984420523244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o_Nt8jeOHJo/SL8UEJM4GFI/AAAAAAAAA_0/cuMRQnMK640/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
